A União Europeia e os Fogos Florestais
De 31 de Julho a 14 de Agosto, a cartografia dos incêndios de extensão superior a 50 hectares por imagens de satélite aponta para um aumento das áreas ardidas de 13 591 para 49 881 ha em Portugal e de 2 241 para 88 473 ha na Galiza. A 31 de Julho, os incêndios florestais destruíram já mais de 64 500 ha de floresta na UE. Esta informação, transmitida pelos Estados-Membros e que se reporta, foi compilada graças ao Sistema de Informação sobre Incêndios Florestais na Europa (EFFIS), criado pela Comissão Europeia e cujo objectivo consiste no acompanhamento do risco de incêndio nas florestas da Europa, fornecendo aos Estados-Membros um instrumento de alerta precoce e de avaliação rápida dos danos. Após um início bastante calmo do período dos incêndios nas regiões mediterrânicas, verificou-se no início de Agosto um aumento acentuado dos incêndios e das áreas ardidas, sobretudo na Galiza (Espanha) e em Portugal. Por outro lado, no Norte da Europa, registou-se um risco invulgarmente elevado de incêndio em certas regiões na Primavera e no início do Verão. Os valores para 2006 estão até agora muito aquém dos 610 000 ha (i.e., o dobro da área do Luxemburgo) ardidos em 2005, mas a época de incêndios não terminou ainda.
O Centro Comum de Investigação da Comissão Europeia, responsável pela gestão do EFFIS, faz desde o início do ano previsões regulares dos riscos de incêndio e cartografa as zonas ardidas. Os mapas de risco de incêndio são enviados diariamente aos Estados-Membros interessados, auxiliando-os a prever o risco de incêndio florestal nos seus territórios.
As previsões para este ano apontam para uma situação que é, em geral, menos crítica do que em 2005. Não obstante este facto, nas zonas mediterrânicas (Sul e Oeste de França e Sul de Espanha), dominavam já em Maio condições bastante perigosas. Embora tenham ocorrido alguns grandes fogos, o risco de incêndio estagnou em Junho nas regiões mediterrânicas ocidentais, ficando o perigo de incêndio reduzido a um nível normal. Em Julho, o perigo aumentou segundo a tendência média para a zona mediterrânica, com alguns picos locais, sobretudo em Itália.
Os mapas de risco de incêndio relativos ao Norte da Europa indicaram um aumento inabitual do risco de incêndio durante a primeira metade de Maio e também uma actividade igualmente inabitual em matéria de incêndios nos Países Baixos e na Noruega. Em meados de Junho, foi também comunicada a ocorrência de incêndios na Noruega e na Irlanda. Durante o mês de Julho, a seca e as altas temperaturas dominaram na maior parte da Europa Central e do Norte. Estas condições levaram a um aumento do nível de risco de incêndio, que se concretizou por vários fogos na Áustria, na República Checa, no Reino Unido, na Lituânia e na Suécia.
Juntamente com os serviços competentes de combate aos incêndios e de protecção civil dos Estados‑Membros, a Comissão Europeia publicou um relatório de síntese sobre o impacto dos incêndios florestais na Europa em 2005, o relatório “Forest Fires in Europe 2005”(http://effis.jrc.it/documents/2006/ForestFiresInEurope2005.pdf). Esta acção complementa um esforço comum iniciado já há seis anos e que permitirá uma melhor compreensão do impacto dos incêndios florestais a nível da UE.
Podem ser obtidas mais informações sobre os incêndios florestais na Europa na página Web do EFFIS, no endereço http://effis.jrc.it/Home.
O Blog Politica Pura é actualizado por Nuno Ferreira
E-Mail: politica.pura@iol.pt
O Centro Comum de Investigação da Comissão Europeia, responsável pela gestão do EFFIS, faz desde o início do ano previsões regulares dos riscos de incêndio e cartografa as zonas ardidas. Os mapas de risco de incêndio são enviados diariamente aos Estados-Membros interessados, auxiliando-os a prever o risco de incêndio florestal nos seus territórios.
As previsões para este ano apontam para uma situação que é, em geral, menos crítica do que em 2005. Não obstante este facto, nas zonas mediterrânicas (Sul e Oeste de França e Sul de Espanha), dominavam já em Maio condições bastante perigosas. Embora tenham ocorrido alguns grandes fogos, o risco de incêndio estagnou em Junho nas regiões mediterrânicas ocidentais, ficando o perigo de incêndio reduzido a um nível normal. Em Julho, o perigo aumentou segundo a tendência média para a zona mediterrânica, com alguns picos locais, sobretudo em Itália.
Os mapas de risco de incêndio relativos ao Norte da Europa indicaram um aumento inabitual do risco de incêndio durante a primeira metade de Maio e também uma actividade igualmente inabitual em matéria de incêndios nos Países Baixos e na Noruega. Em meados de Junho, foi também comunicada a ocorrência de incêndios na Noruega e na Irlanda. Durante o mês de Julho, a seca e as altas temperaturas dominaram na maior parte da Europa Central e do Norte. Estas condições levaram a um aumento do nível de risco de incêndio, que se concretizou por vários fogos na Áustria, na República Checa, no Reino Unido, na Lituânia e na Suécia.
Juntamente com os serviços competentes de combate aos incêndios e de protecção civil dos Estados‑Membros, a Comissão Europeia publicou um relatório de síntese sobre o impacto dos incêndios florestais na Europa em 2005, o relatório “Forest Fires in Europe 2005”(http://effis.jrc.it/documents/2006/ForestFiresInEurope2005.pdf). Esta acção complementa um esforço comum iniciado já há seis anos e que permitirá uma melhor compreensão do impacto dos incêndios florestais a nível da UE.
Podem ser obtidas mais informações sobre os incêndios florestais na Europa na página Web do EFFIS, no endereço http://effis.jrc.it/Home.
O Blog Politica Pura é actualizado por Nuno Ferreira
E-Mail: politica.pura@iol.pt

