Terça-feira, Janeiro 24, 2006

Bandeira Portuguesa a Sangrar

A criação de um Fundo Especial de Investimento (FEI), é um instrumento que permite a rescisão de contratos de trabalho na Administração Pública, simplificação de processos, desmaterialização processual, novas tecnologias, formação, reequipamento e reinstalações. Esta é a alternativa ao investimento tipo; estádios de futebol, submarinos ou Ota.

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Terça-feira, Janeiro 17, 2006

Dilema do Reformador


A realização de medidas avulso não permite o salto em frente.
Fazer as medidas todas e conjuga-las exige muita coragem.
O reformador se anuncia as grandes reformas nas eleições perde-as.
Se não anuncia ganha as eleições, mas não tem legitimidade para reformar.
A questão central é conseguir um acordo pós-eleitoral entre Governo e partidos da oposição, que permita a realização de políticas reformistas e iniba a alavancagem de conflitos sociais.


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Quarta-feira, Janeiro 11, 2006

Manifesto Contra O Modelo Pós Vastefaliano


1. Introdução

O presente artigo é politicamente incorrecto. Ao contrário da “ideologia” dominante, nele se defende que numa jurisdição universal, que usualmente encara o Estado Nação como um elemento retrógrado, o Estado ainda é a pedra basilar do Sistema de Relações Internacionais.

Existem dois mitos que urge desmantelar:

a) Kant, ao contrário do que se defende, nunca apoiaria uma ideologia de instituições supranacionais;
b) O patriotismo não se confunde com o nacionalismo revolucionário

Em tese defende-se que não há uma democracia constitucional sem Estado, o que significa que a existência de doutrina pós vastefaliana pode ser uma utopia sem democracia.

2. Desmistificando a Ideologia Supranacional de Kant

É legitimo que os progressistas do Mundo sem Estado invoquem Kant como seu guia espiritual. Contudo, este pensar incorre em dois vícios: ou revela ignorância, ou revela desonestidade intelectual.
Kant em pleno rigor nunca iria ser defensor de uma ordem mundial (ou continental tipo União Europeia), centrada num único pólo de legitimidade. Segundo Kant, as leis perdem o seu impacto à medida que o Estado se dilata, afastando-se do nível local.
Sob esta perspectiva uma qualquer concepção política do tipo imperial, numa primeira fase daria lugar a um governo do tipo déspota e num segundo estágio a anarquia.
Como corolário desta linha de pensamento se infere que Kant não equacionou um governo do tipo mundial, mas sim uma sociedade internacional de repúblicas.
A Paz Universal seria produto dos Estados.

3. Desfazendo o Mito de Estado Nacionalista

O Estado per si não representa ideologia.
O Estado é o monopólio exclusivo da violência. Este monopólio tanto pode ser utilizado para a criação de um regime democrático, ou a construção de um regime do tipo totalitário.
O nacionalismo é uma ideologia do tipo romântico, de defesa de uma comunidade de puros. O nacionalista é agressivo para com o Exterior e defende um conceito de Nação abstracta.
O patriotismo vê a Nação como um local e não como uma ideia abstracta. A Nação patriota respeita as outras Pátrias. O Exterior não é o inimigo. O patriota sabe receber o estrangeiro. O patriotismo é inclusivo.
Ao contrário do nacionalismo, o patriotismo recusa as lógicas da tribo, da comunidade. A Pátria é um conjunto de comunidades e famílias.
A Constituição é o chão comum da Pátria, o quadro valorativo de inclusão dos diferentes grupos.
Nestes termos a democracia constitucional só pode existir no Estado.
Sem a superestrutura Estado, o regime constitucional não existe.
A Constituição é função de um estado soberano e carece de uma fronteira legal. Essa fronteira mais que um limite geográfico é um espaço de cidadania. Sem essa demarcação do tipo territorial não é possível proteger a Lei.

4. União Europeia: Fim do Modelo Pós-Vestefaliano ?

Onde está o ethnos da supranacionalidade europeia ?
Quem se sente demos de um Governo Mundial ?
Os imigrantes que tentam entrar na Europa o que pretendem ?
A cidadania de um Estado Membro – não a Cidadania Europeia.
A cidadania é a relação que existe entre o cidadão e o Estado, mesmo que este não seja o seu de origem. Estes dois pólos (cidadão e Estado) são ambos sujeitos à “prestação de contas”. E o Plano Oficial dessa Contabilidade é a Constituição.
Os imigrantes pretendem ficar sob a guarida de um Estado Nacional, mas não da União Europeia.
A União Europeia não tem fronteiras definidas, nem um Governo que a gira; a responsabilização ao nível supranacional tende diluir-se com o incrementar da escala.
Aqui reside o perigo do modelo pós vestefaliano: as jurisdições supranacionais podem diluir a legitimidade das jurisdições democráticas nacionais.
No seu esforço de harmonização e universalização do Direito Primário de tipo Constitucional, a ortodoxia europeia de cariz constitucionalista, pode estar a lavrar o caminho que nenhum homem trilhou; o da erosão dos verdadeiros direitos nacionais.
A noção de que os políticos à escala nacional, nada podem fazer, por estarem de “mãos atadas” é o motor da indignação e descrédito em que a classe europeia caiu, expresso de resto nas recusas francesa e holandesa ao Tratado Constitucional da União Europeia.

5. Conclusão

Este artigo foi destinado a mentes treinadas no raciocínio “à contrário”. A sua leitura requer um elevado espírito critico sobre a realidade europeia e o desenvolvimento pós vestfaliano. Nele três “verdades europeias” são postas em causa:
1) O modelo universal Kantiano necessita de Estados Nacionais;
2) O patriotismo constitucional é o contrário do nacionalismo romântico;
3) A utopia de modelo pós vestfaliano assente em modelos societais de “pós-estado” pode ser uma ameaça às democracias de tipo constitucional.
Em conclusão pretendeu-se demonstrar que sem a soberania nacional e sem a sua “prestação de contas”, a União Europeia tenderá a afastar-se do ideal filosófico kantiana de Paz Universal, e no limite promoverá o despotismo e a anarquia. A recusa do Tratado Constitucional na França e Holanda infirmaram a tese inicialmente proposta pelo Autor de que não há uma democracia constitucional sem Estado.

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Terça-feira, Janeiro 10, 2006

Presidência Austriaca da UE

Iniciou-se no passado dia 1 de Janeiro a Presidência Austríaca da União Europeia. A Comissão Europeia, presidida por Durão Barroso, espera que haja um acordo para breve sobre a Directiva dos Serviços (conhecida como Directiva Bolkenstein). Em causa está cerca de 70% do Mercado Comum, que com excepção dos serviços segurador e bancário, ainda não está regulado pela autoridade comunitária.
Mas, não é apenas esse acto legislativo que estará em causa. Embora as Perspectivas Financeiras para 2007-2013 tenham sido negociadas no decurso da presidência britânica, Viena ainda terá que negociar com a Comissão, mas em particular com o Parlamento Europeu que não ficou satisfeito com o acordo alcançado, os futuros orçamentos comunitários.
A Áustria pretende igualmente “descongelar” o processo de ratificação da Constituição Europeia. Neste âmbito irá promover ainda este mês uma ampla conferência para discutir o Futuro da Europa.
Sobre a mesa estarão igualmente os futuros alargamentos da União. A decisão se a Roménia e a Bulgária estão em condições de serem membros de pleno direito já em 2007, bem como, se irão ser iniciadas negociações conducentes à adesão da Croácia, mas especialmente da Turquia, estão programadas para este primeiro semestre de 2007.
Por fim, a Agenda de Lisboa, terá um novo fôlego a partir de Março deste ano, com a Comissão Europeia a lançar os planos de acção nacional, para serem discutidos nessa altura pelos líderes europeus.
Em síntese, um semestre preenchido para Schüssel, que após o acordo financeiro, tentará aproveitar o facto da Europa poder contar com uma Alemanha mais empenhada na construção europeia, após a resolução da convulsão política interna.

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Sexta-feira, Janeiro 06, 2006

Portugal: 20 Anos Depois


A adesão de Portugal à CE não afastou os fantamas. A adesão foi um salto para um comboio em andamento. Teria havido adesão com as deslocalizações para Leste ? O investimento alemão há muito que estagnou. Porter não trouxe poções mágicas, nem truques tipo Harry. O milagre da adesão acabará com os fundos estruturais e as taxas de juro baixas. Portugal alcatifou-se de estradas mas não deixou de ser periferia

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Quarta-feira, Janeiro 04, 2006

PR Pede Informações Sobre a EDP


Jorge Sampaio pediu informações sobre a governança na EDP e quer saber pormenores sobre a entrada da Iberdola nos orgãos sociais da eléctrica nacional.
Depois desta decisão todos os candidatos a Presidente da República deveriam clarificar a sua posição sobre o que fariam em posição semelhante.


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